A realidade é a seguinte: o celular se tornou um companheiro constante. Para crianças e adolescentes, esse dispositivo é uma janela para o mundo, mas também pode gerar problemas. É por essas e outras razões que o uso do celular na escola gera diversos debates. 

O celular é um canal de comunicação, entretenimento e aprendizado, mas seu uso excessivo tem levantado preocupações sobre os impactos no desenvolvimento emocional e cognitivo dos mais jovens.  

Quando o uso é restringido, como no ambiente escolar, é comum que alunos apresentem sinais de ansiedade e irritabilidade. Mas como lidar com essa realidade e equilibrar o uso da tecnologia na educação

O vício em celular e a nomofobia 

A dependência de celulares em crianças e adolescentes tem um nome: nomofobia, que é o medo irracional de ficar sem acesso ao dispositivo móvel.  

Esse comportamento pode ser observado em sintomas como inquietação, dificuldade de concentração e até alterações de humor quando o aparelho está fora de alcance.  

Em poucas palavras, a nomofobia é alimentada pelo constante fluxo de notificações e pela necessidade de validação social por meio de redes sociais. 

Uso excessivo do celular pode causar problemas  

O uso descontrolado de celulares pode levar a diversos problemas em crianças e adolescentes, mas os impactos podem variar conforme a faixa etária. 

Nas crianças: 

Nos adolescentes: 

Problemas comuns a ambas as faixas etárias: 

Celular na escola: como professores podem ajudar  

1 – Promova discussões sobre o uso consciente da tecnologia 

Utilize momentos em sala de aula para debater os impactos do uso excessivo de celulares e a importância de desconectar-se.  

Por exemplo, organize rodas de conversa em que os alunos possam compartilhar experiências e ideias para reduzir o tempo de tela.  

Esses debates também ajudam a contextualizar o porquê de não ser permitido o uso do celular na escola e seus benefícios para a concentração e o aprendizado. 

2 – Crie espaços de interação presencial 

Incentive atividades que estimulem a colaboração e a criatividade. Algumas sugestões incluem: 

3 – Seja exemplo 

Mostre que é possível viver momentos significativos sem o celular. Durante as aulas, mantenha o seu dispositivo longe e valorize as interações diretas com os alunos.  

Dessa forma, a atitude reforça a ideia de que a política de proibição do celular na escola também é adotada pelos adultos. 

4 – Ofereça alternativas 

Proponha atividades criativas durante os intervalos. Algumas ideias são: 

Dicas para as famílias 

Celular na escola e em casa: como usar de maneira educativa? 

Embora seja importante regular o uso do celular na escola, também é fundamental reconhecer o seu potencial como ferramenta educacional. 

Afinal, a cultura digital é uma realidade presente e gera diversos benefícios para o desenvolvimento dos estudantes. 

Nesse sentido, a tendência do edutainment, uma combinação de educação e entretenimento, tem ganhado força nos últimos anos. 

De fato, aplicativos, jogos e plataformas digitais podem transformar o aprendizado em algo dinâmico e engajador. 

Professores podem, por exemplo, incluir atividades que utilizem aplicativos educativos, como simuladores científicos, ferramentas de storytelling digital ou até mesmo jogos matemáticos.  

Essas abordagens mostram aos alunos que o celular pode ser mais do que uma fonte de distração; ele pode ser um recurso valioso para explorar novos conhecimentos. 

Edutainment: aprendizado além da sala de aula 

No ambiente familiar, a proposta de edutainment também pode ser aplicada. Reservar momentos para explorar jogos educativos ou assistir a documentários interativos em conjunto pode ser uma forma de fortalecer laços familiares enquanto se aprende algo novo.  

Assim, o celular deixa de ser um vilão e passa a ser um aliado na formação de crianças e adolescentes. Afinal, o uso do celular pode ser equilibrado e saudável, funcionando como uma ferramenta a nosso favor. 

O desafio de lidar com a falta do celular na escola é uma oportunidade para promover um relacionamento mais saudável com a tecnologia.

Com o apoio de professores e famílias, crianças e adolescentes podem aprender a equilibrar o uso de dispositivos eletrônicos, desenvolvendo hábitos que os beneficiarão ao longo da vida. 

Sem celular na escola: outras tecnologias possíveis 

A ausência do celular nas escolas pode ser vista como uma limitação. No entanto, ela abre portas para a adoção de outras tecnologias educacionais que promovem um ambiente de aprendizagem mais focado e produtivo. Veja alguns exemplos: 

Tablets e laptops 

Muitas instituições têm adotado tablets e laptops como parte do processo de ensino-aprendizagem. Esses dispositivos podem ser utilizados para acessar materiais didáticos, realizar pesquisas e participar de atividades interativas.  

Realidade aumentada (RA) e realidade virtual (RV) 

Essas tecnologias têm o potencial de revolucionar a educação ao proporcionar experiências imersivas.  

Por exemplo, em aulas de ciências, os alunos podem usar dispositivos de RA para visualizar estruturas celulares em 3D ou explorar o sistema solar em um ambiente virtual.  

Plataformas de aprendizado online 

Com a proibição dos celulares, as escolas podem incentivar o uso de plataformas educacionais online que oferecem cursos e tutoriais em diversas áreas do conhecimento.  

O programa bilíngue da International School, por exemplo, possui uma plataforma exclusiva, permitindo que os alunos aprendam no seu próprio ritmo e ampliem seus conhecimentos. 

Jogos educativos 

gamificação veio para ficar e os jogos têm se mostrado eficazes na educação, pois tornam o aprendizado lúdico e divertido.  

Escolas parceiras da International School têm acesso a games exclusivos que promovem a aquisição de conhecimentos e desenvolvem habilidades em alunos de todas as idades. 

Com ou sem celular na escola: a cultura digital segue viva 

Como vimos, a proibição do uso de celulares nas escolas pode ser vista como uma oportunidade para repensar e diversificar as abordagens educacionais.  

Ao direcionar o foco para tecnologias alternativas, as instituições podem criar um ambiente mais produtivo e engajador para os alunos e continuar fomentando a cultura digital. 

Com a implementação adequada dessas ferramentas, é possível não apenas melhorar o desempenho acadêmico, mas também preparar os estudantes para um futuro cada vez mais tecnológico e interconectado.